BOLETIM EXTRAORDINÁRIO do DCE: Ato Público contra descaso com a biblioteca da Faculdade de Direito

O DCE da USP convida a todos/as estudantes a comparecerem no ato que se realizará no Pátio da Faculdade de Direito, nesta quarta-feira dia 12/05, a partir das 18h30 em solidariedade aos funcionários, estudantes e professores desta unidade e em defesa da Universidade Pública.

Desde o começo do ano a maior biblioteca jurídica do Brasil (a da FD), com quase 200 mil livros, foi fechada e transferida em péssimas condições para um “abrigo” provisório. Os estudantes e a população como um todo está impedida de acessar o acervo há quase 100 dias. Tal medida foi orquestrada pelo atual reitor e antigo diretor da Faculdade Direito, João Grandino Rodas, em seu último dia de mandato naquela unidade, sem o conhecimento de quase nenhum estudante, professor ou funcionário. Infelizmente, o descaso para com a biblioteca e com aqueles que dela necessitam somou-se nesta semana ao alagamento do prédio onde o acervo estava sendo guardado. A justiça federal imediatamente ordenou o retorno dos livros e da biblioteca para sua antiga sede.

O DCE convida os estudantes das demais unidades a se solidarizar com os colegas do Largo São Francisco e cobrar que nosso reitor, João Grandino Rodas, seja devidamente responsabilizado por estas ações. Por isso o DCE convoca a todos ao ato em repúdio a João Grandino Rodas, Paulo Borba Casella e seu legado.

 

ATO, 12/05 às 18h30 no Pátio da Faculdade de Direito da USP.
Haverá ônibus no Butantã para transportar as pessoas até o ato. Para mais informações, contatem o DCE.


CRUESP recusa-se a negociar com entidades representativas

Desde fevereiro o Fórum das Seis, que reúne as categorias das três estaduais paulistas (Fórum das 6) está solicitando ao Conselho de Reitores (CRUESP) reunião para iniciar a negociação em torno de nossas demandas, como a permanência estudantil. O reivindicava também urgência nesse diálogo para que pudesse esclarecer o sobre aumento concedido aos professores da USP, UNESP e UNICAMP que não fora estendido aos funcionários técnico-administrativos, quebrando a isonomia entre as categorias.

Ontem, 11, a primeira reunião entre as categorias e os reitores aconteceu. No entanto, ela serviu para deixar claro que os reitores estão dispostos a “dialogar”. Logo no início da reunião, o presidente do CRUESP anunciou que a reunião teria o teto de uma hora e meia para acabar, sem possibilidade de negociação. Como foi possível observar pelos diretores do DCE presentes na “negociação”, não era apenas o tempo da reunião que seria inegociável, mas sim praticamente toda a pauta apresentada pelas entidades sindicais e estudantis. Dessa forma, o CRUESP recusou-se a discutir o aumento de quase 6% concedido apenas aos docentes, assim como recusou-se a debater também a parcela fixa de R$200,00 reivindicada pelos funcionários. Alegando uma responsabilidade para evitar a falência financeira das universidades, os reitores afirmaram não haver praticamente nenhuma margem de negociação sobre o aumento do repasse de fundos para pagamento de salários e investimento em permanência estudantil. Porém, nestes últimos anos, as previsões do CRUESP quanto ao repasse do ICMS às universidades estaduais sempre esteve muito abaixo daquilo que fora realmente arrecadado. Os reitores tem se fiado em projeções irreais, que ano a ano são desmentidas, para não negociar.

Porém neste ano, além do script já previsto, os reitores quiseram impor o fim a esta negociação logo na sua primeira reunião. Neste sentido, estão oferecendo aos funcionários e docentes apenas 6,57% de aumento (a reivindicação levada ao CRUESP era de 16%) e afirmaram ainda que não retornarão a discutir esta questão em nenhuma outra reunião, sendo esta a primeira e última proposta dos reitores. Após a discussão salarial, os reitores se retiraram sem aceitar debater políticas de permanência estudantil cuja ausência tem prejudicado muitos alunos em nossa universidade.

A gestão Melodia do DCE da USP considera a postura dos reitores intransigente, inconseqüente e irresponsável. Nós temos certeza que os estudantes seguirão lutando pelo direito à permanência estudantil e pressionando o reitor por uma verdadeira negociação. Além disso, seguiremos firme na solidariedade aos funcionários em sua greve por condições dignas de salário e emprego.

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DCE-Livre da USP - Alexandre Vannucchi Leme
Gestão "Para transformar o tédio em melodia"